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O fenômeno Base: como a L2 sem token superou as redes com distribuições na casa dos bilhões
A Base - L2 da Coinbase na pilha da Optimism - tornou-se uma das redes mais ativas do ecossistema Ethereum em termos de número de usuários e transações. No entanto, a Base não possui um token próprio, o que a torna um experimento único no setor.
Por que ficar sem token acabou sendo melhor
Em primeiro lugar, o público. As pontes a partir do aplicativo da Coinbase trazem para a rede dezenas de milhões de usuários de varejo sem drop farming: as pessoas vêm para usar o serviço, e não para cumprir metas de atividade em troca de recompensas. Em segundo lugar, não há desbloqueios: não há quem exerça pressão sobre o preço, não há farmers decepcionados, não há capital “parado” à espera do TGE. Em terceiro lugar, a questão regulatória: para uma empresa de capital aberto, um token representa um risco, mas um sequenciador que gera receita em ETH, não.
O que isso diz sobre o setor
A Base provou o inconveniente: o token não é necessário para o crescimento da L2. A atividade é gerada pelos produtos (meme coins, fintech social, pagamentos), e não pela promessa de distribuição. Para os detentores de tokens de L2 de outras redes, esse é um sinal de baixa: se a rede pode prosperar sem um token, então o token não é uma participação na rede, mas sim uma ferramenta de marketing com pressão para desbloqueios.
A atividade de degeneração da Base - de memes a tokens sociais - é acompanhada por nós na crônica de degeneração.